O QUE O MERCADO DE TRABALHO ESPERA DA GERAÇÃO Z?

Inovadores e autônomos, os jovens que estão chegando ao mercado de trabalho causarão transformações nos negócios

Eles não conheceram o mundo sem internet. Os jovens nascidos após 1995 são pertencentes à geração Z, e estão

começando a entrar no mercado de trabalho agora. Suas peculiaridades vão impactar nas organizações e, em pouco tempo, são elas que terão que se adaptar às exigências desses novos profissionais.

Se você imaginava que esses jovens estavam interessados apenas em passar o dia fazendo vídeos no Snapchat ou

jogando a febre Pokémon GO no celular, saiba que os nativos digitais são os futuros trabalhadores que vão trazer

questionamentos para o mercado de trabalho em termos de novas práticas, de atração e de retenção de talentos.

Eles têm a força de 60 milhões de membros no Brasil, superando em 1 milhão de pessoas os millennials, mas as

mudanças vão acontecer até a próxima década, pois 77% deles ainda estão em período de estudo.

O desafio para as empresas, que atualmente estão focadas em garantir a entrega no prazo e o bom resultado, é o de compreender as novidades dessa nova classe trabalhadora. Eles chegam para valorizar o processo, instaurar um ambiente saudável de trabalho e requisitar seus direitos. As empresas que saírem na frente no entendimento dessa necessidade da geração Z no mercado de trabalho são as que vão ser beneficiadas nos próximos anos com os

melhores talentos. As empresas não podem deixar de valorizar o lado humano. Hoje a velocidade tecnológica tem

influenciado diretamente o comportamento, mas à medida que a informação e o acesso se propagam nos fechamos cada vez mais em nossas telas. Relações interpessoais tornam-se distantes, frias, como se um abraço valesse menosque uma curtida em redes sociais.

A CARA DE UMA GERAÇÃO

A turma Z já nasceu na era dos celulares que rapidamente evoluíram para os smartphones. Eles convivem sem

dificuldades com o excesso de tecnologia e de informações extraídas de diversas fontes ao mesmo tempo, e

aproveitam apenas o que julgam realmente interessante. Pela primeira vez, pessoas naturalmente multitarefas

estão atrás de novidades pela televisão, pelo telefone, pelos jornais, pela música e pelas redes sociais ao mesmo

tempo. O termo Z, inclusive, vem de “zapear”, o hábito de ficar mudando de um canal para o outro na TV sem se

aprofundar em assunto nenhum.

Outra característica muito importante desse pessoal é a falta de fronteiras geográficas que o mundo possui na

percepção deles. Para eles, que já nasceram em meio à globalização, o ato de “largar tudo” para viajar o mundo é

totalmente compreensível e desejado. A atitude pode causar desconfiança na hora de encontrar um emprego, mas

eles com certeza saberão usar as experiências adquiridas a seu favor.

Seus relacionamentos são tratados com igualdade e não com maturidade. A composição de uma nova família, com

padrastos e madrastas de papel indefinido na criação desses jovens, gera muito mais liberdade. Isso quer dizer que,

no ambiente profissional, eles podem bater de frente com lideranças da geração anteriores, principalmente com a X,

pois é a mesma de seus pais, de valores muito divergentes.

Existem uma veia empreendedora muito pulsante nessa geração, mas nada de atingir o sucesso profissional e ser

reconhecido no mercado antes de lançar seu primeiro próprio negócio. Praticamente metade desses jovens

pretende iniciar uma startup, uma loja, um blog ou outro tipo de empreendimento, alinhado a seus valores pessoais.

OS “ZS” TRAZEM MUDANÇAS

Não é de hoje que as empresas têm se mostrado um pouco mais flexíveis em relação às demandas dos profissionais.

Elas já não veem mais com olhar tão negativo os candidatos que têm breves passagens por vários empregos, que

precisam entrar mais tarde ou sair mais cedo para resolver compromissos pessoais ou que trabalham com

autonomia perante o gestor. E a tendência é que mais mudança venha por aí.

A partir da entrada da geração Z no mercado de trabalho, as organizações ficarão cada vez mais tecnológicas, pois a

maioria desses futuros profissionais acredita que é impossível trabalhar sem smartphone, troca de mensagens e

redes sociais. O home office deve se tornar uma política cada vez mais aceitável, já que o trabalho remoto é eficaz

para eles.

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Outras regalias que a geração Y possui são totalmente dispensáveis para esses jovens. Ao invés de happy hour

liberado no escritório, eles preferem o acesso a plano de saúde e licença parental. Suas exigências em termos de

benefícios são similares a de seus pais, mas sua disposição é maior: eles trabalharão aos finais de semana e durante a noite em busca de salários maiores e, por esse motivo, irão ganhar mais do que as gerações anteriores em um curto período de tempo.

E AS EMPRESAS TAMBÉM ESPERAM

Criatividade e inovação são as principais apostas das empresas. Ao contratar profissionais antenados, o mercado de trabalho pretende contar com essas características para se desenvolver. A inauguração de um novo processo, a

apresentação diferenciada de um relatório e a mudança de uma embalagem podem causar muito mais impacto do

que esses jovens imaginam, beneficiando principalmente os negócios mais tradicionais que nem sempre estão no

ritmo das transformações.

O entrosamento com os líderes é fundamental, já que os jovens trabalharão de forma independente durante a maior parte do tempo. Por isso, o conflito de gerações entre os “Zs” com o “Xs” e com os “baby boomers” poderá ser benéfico para agregar as prioridades de todas as gerações a um trabalho exemplar do início ao fim. Acostumados a resolver as pendências pelos meios tecnológicos, os jovens terão que melhorar suas relações também ao vivo, pois a tendência é a da comunicação pessoal.

Para manter um bom profissional na casa, as organizações vão esperar comprometimento ao oferecer novas

oportunidades. A hierarquia não quer dizer muito para esses jovens pós-1995, mas um aumento de salário e a

possibilidade de enfrentar novos desafios os estimulam a permanecerem em locais dinâmicos, onde recebam

feedback constantemente.

Fonte: Colégio São Judas, referência de escola na Mooca, em São Paulo

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