COMO CONSTRUIR UM BOM NETWORKING

Fundador e CEO da Confianet, sua segunda empresa de sucesso aos 26 anos, fala da importância do networking

Henrique Coelho – Fundador da Confianet

“É mais recompensado aquele que dá do que aquele que recebe”.

Quando lemos essa frase, nossa primeira reação pode ser muitas vezes a de pensar: que besteira!
Parece aquelas frases de pessoas altruístas, filantropos, ou de alguém que, do auge do seu sucesso, pode agora se dar ao luxo de recompensar mais aos outros do que pensar em si mesmo. Certo?

Errado.

Explico: muita gente me pergunta como faço para construir um networking tão amplo. Não querendo me vangloriar de algo, mas definitivamente o meu círculo de relacionamentos é algo que me orgulho muito, com o perdão da palavra.

Tenho acesso a pessoas incríveis, pessoas muitas vezes inacessíveis aos demais. Empresários, investidores, jogadores de futebol, influenciadores, diretores de grandes empresas, pessoas que impactam multidões e são agentes verdadeiramente transformadores.
E por que consigo me relacionar com essas pessoas e transitar tão bem no meio delas? Além, é claro, do meu caráter estar em dia e de muito trabalho, a resposta está em procurar sempre entregar mais do que pedir.

Na verdade eu quase nunca peço. Posso contar nos dedos as vezes em que pedi um favor para alguma dessas pessoas. Mas eu estou sempre disposto a encontrar formas de ajudá-las, e ajudar sem esperar nada em troca. O engraçado e irônico disso tudo é que acabo recebendo muito dessas pessoas em contrapartida.

Primeiro que ao não pedir algo, você evita a possível frustração de uma negativa vindo daquela pessoa, e isso ajuda muito na relação. Eu costumo não criar qualquer expectativa sobre alguém, assim, evito de me frustrar. E caso eu venha a pedir algo e tomar um “não” como resposta, eu NÃO tenho o direito de ficar chateado por isso e MUITO MENOS achar que tenho direito a algo porque fiz um favor primeiro àquela pessoa. Favor a gente dá por graça e “graça” significa favor imerecido. Ou seja, a pessoa não merecia aquilo e você fez por ela de graça. Ótimo. Agora se ela fizer algo por você, será por graça também e não por dívida. Se fazer um favor a alguém fosse crédito para receber outro favor de volta, então não seria um favor, mas sim um empréstimo.

Eu vejo claramente essa lógica invertida funcionando: é melhor dar do que receber. Porque eu entrego o pouco que tenho a essas pessoas, sem qualquer interesse por trás, apenas pelo fato de poder contribuir de alguma forma e, por ser genuíno, acaba que essas pessoas percebem e me dão muito mais de volta. É louco isso.

Eu estava refletindo sobre esse tema esses dias e percebi que toda a base dessa relação é a gratidão.

E o contrário é terrível. A ingratidão e o interesse por trás das relações afasta você das pessoas. Você pode até fingir por um tempo que não está se relacionando com alguém por interesse, mas se isso não for genuíno, pode levar mais tempo ou menos tempo, a máscara vai cair e sua relação não perdurará.

Há ainda aqueles que, além de pedir, exigem. Uma completa falta de noção. Se você for desse jeito, meu amigo, mude urgentemente. Caso contrário, afastará sucessivamente as pessoas do seu redor até chegar a um ponto em que não restará mais ninguém.

O segredo para cultivar boas relações e networking é exercer a gratidão através desse princípio básico: entregar mais do que esperar de volta.

Não lembro exatamente como era a frase, mas alguém disse certa vez que se o egoísta soubesse o quanto pode ganhar com a generosidade, seria generoso por egoísmo.

Eu acho isso a pura verdade.

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